Terça-feira, Fevereiro 15, 2011

Me sinto caminhando por uma rua deserta, com muita névoa no caminho. As portas que se abrem não revelam nem instruem. Estou só e confuso, sem trilha nem mapa. As possibilidades são tantas que ao ponderar e medir todas não faço nada por meses, anos, eras... Não sei o que fazer. Não há um dia sequer que não passe sem me perder em paranóia, encostado em algum canto, olhos mirando o nada. Sou escravo de minhas previsões, de meus planejamentos, de minhas ânsias, e tenho medo - temo mais que quando criança! Não tenho mais parentes nem amigos, não tenho mais amores. Tenho só uma cabeça burra tentando prever o futuro.

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